
Dor no Peito: Quando Pode Ser Infarto?
Saiba identificar os sinais e quando procurar um cardiologista.
7/8/20264 min read


Dor no Peito: Quando Pode Ser Infarto? Saiba Identificar os Sinais e Quando Procurar um cardiologista ?
Sentir dor no peito é uma das principais razões que levam pacientes a procurar um pronto-socorro ou um cardiologista. Embora muitas pessoas associem imediatamente esse sintoma ao infarto, a verdade é que existem diversas causas possíveis, desde condições simples, como dores musculares e refluxo gastroesofágico, até doenças graves que exigem atendimento médico imediato.
Saber reconhecer os sinais de alerta pode fazer toda a diferença. No caso do infarto agudo do miocárdio, cada minuto é importante. Quanto mais rápido o tratamento é iniciado, maiores são as chances de preservar o músculo cardíaco e reduzir complicações.
Neste artigo, você entenderá quais são as principais causas da dor no peito, quando ela pode indicar um infarto, quais sintomas merecem atenção e quando procurar um cardiologista.
O que é a dor no peito?
A dor no peito, chamada tecnicamente de dor torácica, pode surgir por alterações em diferentes estruturas do organismo.
Ela pode ter origem:
* No coração;
* Nos pulmões;
* No esôfago;
* Nos músculos e costelas;
* Na coluna vertebral;
* Na pleura, membrana que envolve os pulmões;
* Em alguns casos, até mesmo por ansiedade ou crises de pânico.
Por isso, nem toda dor no peito significa um problema cardíaco. Entretanto, é fundamental descartar primeiro as causas potencialmente graves.
Como é a dor causada pelo infarto?
Ao contrário do que muitos imaginam, o infarto nem sempre provoca uma dor intensa e insuportável.
Em muitos pacientes, principalmente idosos, mulheres e pessoas com diabetes, os sintomas podem ser discretos.
A dor típica do infarto costuma apresentar algumas características:
* sensação de peso sobre o peito;
* aperto ou compressão;
* queimação intensa;
* pressão no centro do tórax;
* desconforto que dura mais de 20 minutos;
* piora progressiva;
* não melhora completamente com repouso.
Muitos pacientes descrevem a sensação como:
“Parecia que havia um peso enorme sobre o peito.”
ou
“Era como se um elefante estivesse sentado em cima do meu tórax.”
Essas descrições refletem a natureza compressiva da dor causada pela falta de oxigenação do músculo cardíaco.
O que é um infarto?
O infarto agudo do miocárdio acontece quando uma das artérias coronárias é obstruída de forma súbita.
Essas artérias são responsáveis por levar sangue e oxigênio ao coração.
Na maioria das vezes, o problema ocorre porque uma placa de gordura (aterosclerose) se rompe.
Após essa ruptura:
1. ocorre inflamação local;
2. forma-se um coágulo;
3. a artéria fica obstruída;
4. o sangue deixa de chegar ao músculo cardíaco;
5. as células começam a morrer.
Sem tratamento rápido, parte do coração pode sofrer lesão permanente.
É justamente por isso que existe a expressão:
“Tempo é músculo.”
Cada minuto sem tratamento representa uma maior perda de músculo cardíaco.
Quais são os sintomas de um infarto?
Embora a dor no peito seja o sintoma mais conhecido, ela não é o único.
Os principais sinais incluem:
* Dor ou aperto no peito;
* dor irradiando para o braço esquerdo;
* dor nos dois braços;
* dor nas costas;
* dor no pescoço;
* dor na mandíbula;
* dor no ombro;
* falta de ar;
* suor frio intenso;
* náuseas;
* vômitos;
* tontura;
* sensação de desmaio;
* fraqueza importante;
* palpitações.
Em alguns pacientes, principalmente idosos e diabéticos, o infarto pode ocorrer praticamente sem dor.
Nessas situações, o paciente pode apresentar apenas:
* cansaço extremo;
* falta de ar;
* suor frio;
* mal-estar intenso.
Esses casos são conhecidos como infartos silenciosos e também necessitam de atendimento urgente.
Dor no peito do lado esquerdo significa infarto?
Essa é uma das dúvidas mais comuns.
A resposta é: não necessariamente.
Embora o infarto possa provocar dor do lado esquerdo do peito, inúmeras outras doenças também causam esse sintoma.
Entre elas:
* dor muscular;
* inflamação das cartilagens das costelas (costocondrite);
* refluxo gastroesofágico;
* gastrite;
* ansiedade;
* crises de pânico;
* hérnia de disco;
* dores na coluna.
Por outro lado, o infarto também pode provocar dor no centro do peito ou até mesmo do lado direito.
Portanto, a localização isolada da dor não é suficiente para definir o diagnóstico.
Quais dores costumam preocupar mais o cardiologista?
Algumas características aumentam a suspeita de uma origem cardíaca.
São elas:
* dor em aperto;
* sensação de peso;
* desconforto desencadeado pelo esforço físico;
* piora ao subir escadas;
* piora durante caminhadas;
* melhora ao repouso;
* irradiação para braços ou mandíbula;
* associação com suor frio;
* falta de ar;
* náuseas.
Quanto maior o número dessas características, maior deve ser a atenção.
Existem dores que provavelmente não são do coração?
Sim.
Embora toda dor persistente deva ser avaliada, algumas características tornam a origem cardíaca menos provável.
Exemplos:
* dor que piora ao apertar o local;
* dor que aumenta com determinados movimentos;
* dor que melhora ao mudar de posição;
* dor em pontada muito localizada;
* dor que dura apenas alguns segundos;
* dor relacionada à respiração profunda.
Mesmo assim, a avaliação médica continua sendo essencial, principalmente em pessoas com fatores de risco cardiovasculares.
Quais pessoas têm maior risco de infarto?
Alguns fatores aumentam significativamente a probabilidade de desenvolver doença arterial coronariana.
Os principais são:
* Hipertensão arterial;
* Diabetes mellitus;
* colesterol elevado;
* tabagismo;
* obesidade;
* sedentarismo;
* histórico familiar de infarto precoce;
* idade avançada;
* doença renal crônica;
* estresse crônico;
* alimentação inadequada;
* consumo excessivo de álcool.
Quanto mais fatores de risco uma pessoa apresenta, maior a importância de realizar acompanhamento preventivo com um cardiologista.
