Palpitações, Arritmias e Ablação Cardíaca.
Quando se preocupar e quais são os tratamentos disponíveis
7/8/20263 min read


Palpitações, Arritmias e Ablação Cardíaca: quando se preocupar e quais são os tratamentos disponíveis
As palpitações estão entre as queixas mais frequentes nos consultórios de cardiologia. Muitas pessoas descrevem a sensação como um coração acelerado, batendo forte, “falhando” ou dando trancos no peito. Embora, em muitos casos, sejam benignas, elas também podem ser o primeiro sinal de uma arritmia cardíaca que necessita de investigação e tratamento.
Neste artigo, você entenderá o que são as palpitações, quais são suas principais causas, quando elas representam um sinal de alerta, como é realizado o diagnóstico e em quais situações a ablação cardíaca pode oferecer uma solução definitiva.
O que são palpitações?
Palpitação é a percepção dos próprios batimentos cardíacos. O coração pode parecer:
* Muito acelerado;
* Muito lento;
* Irregular;
* Com sensação de “falhas” ou “batidas extras”.
Nem toda palpitação significa doença cardíaca. Ansiedade, estresse, consumo excessivo de cafeína, bebidas energéticas, álcool e privação de sono podem desencadear sintomas semelhantes. Entretanto, quando as crises são frequentes, prolongadas ou acompanhadas de outros sintomas, a avaliação por um cardiologista especialista em arritmias torna-se fundamental.
O que é uma arritmia cardíaca?
A arritmia cardíaca é uma alteração no sistema elétrico do coração que modifica o ritmo normal dos batimentos.
Ela pode fazer com que o coração bata:
* Rápido demais (taquicardia);
* Lento demais (bradicardia);
* De maneira irregular, como acontece na fibrilação atrial.
Existem dezenas de tipos de arritmias. Algumas são completamente benignas, enquanto outras aumentam significativamente o risco de AVC, insuficiência cardíaca e, em casos específicos, morte súbita.
Quais sintomas merecem atenção?
Procure avaliação médica quando as palpitações vierem acompanhadas de:
* Tontura;
* Desmaios;
* Dor no peito;
* Falta de ar;
* Cansaço intenso;
* Episódios repetitivos de coração muito acelerado.
Esses sinais podem indicar uma arritmia mais importante e exigem investigação.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa com uma boa história clínica e exame físico.
Dependendo de cada caso, podem ser solicitados exames como:
1. Eletrocardiograma (ECG);
2. Holter 24 horas ou monitorização prolongada;
3. Monitor de eventos;
4. Ecocardiograma;
5. Teste ergométrico;
6. Estudo eletrofisiológico, quando necessário.
Esses exames permitem identificar o tipo de arritmia e definir o tratamento mais adequado.
O que é a ablação cardíaca?
A ablação cardíaca é um procedimento minimamente invasivo indicado para tratar diversas arritmias.
Durante o procedimento, cateteres são introduzidos por uma veia da virilha até o coração. Com auxílio de sistemas modernos de mapeamento tridimensional, o médico identifica exatamente onde está o foco da arritmia e realiza sua eliminação utilizando energia de radiofrequência ou outras tecnologias.
O objetivo é corrigir definitivamente a alteração elétrica responsável pelos sintomas.
Quando a ablação é indicada?
A ablação pode ser recomendada para pacientes com:
* Fibrilação atrial;
* Flutter atrial;
* Taquicardia supraventricular;
* Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW);
* Algumas taquicardias ventriculares;
* Extrassístoles frequentes que causam sintomas ou comprometem a função cardíaca.
Em muitas situações, ela reduz ou elimina a necessidade do uso contínuo de medicamentos.
Quais são os benefícios da ablação?
Entre as principais vantagens estão:
* Controle definitivo da arritmia em muitos pacientes;
* Redução importante dos sintomas;
* Melhora da qualidade de vida;
* Menor necessidade de medicamentos antiarrítmicos;
* Menor risco de internações relacionadas à arritmia.
O sucesso do procedimento depende do tipo de arritmia, da presença de outras doenças cardíacas e da experiência da equipe especializada.
Quando procurar um cardiologista especialista em arritmias?
Você deve procurar avaliação especializada se apresentar:
* Palpitações frequentes;
* Episódios repetidos de taquicardia;
* Desmaios sem causa definida;
* Diagnóstico prévio de arritmia;
* Histórico familiar de morte súbita;
* Fibrilação atrial ou flutter;
* Sintomas persistentes mesmo usando medicamentos.
O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento adequado antes que ocorram complicações.
Sobre o médico
O cardiologista e arritmologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento das doenças do ritmo cardíaco.
Além do acompanhamento clínico, realiza investigação das palpitações, interpretação de exames como Holter e eletrocardiograma, indicação de estudo eletrofisiológico e procedimentos de ablação cardíaca, sempre buscando oferecer um tratamento individualizado, baseado nas diretrizes científicas mais atuais.
